São três horas da manhã
e não tenho sono.

Restam-me alguns minutos de estrelas
e uma lua inteira
que tenho vontade de partir
em muitos pedaços
para jogar em tua janela:
inúmeras pedrinhas iluminadas.

Passa das três horas da manhã
e você dorme,
esquece de mim.

Não serei a heroína de sua vida,
nem mesmo serei a bandida.
Serei apenas alguém que te amou
e isso parece pouco nesse escuro

A esperança é uma indigente parte de mim
tumultuando a noite.

Deus, apague as estrelas
que preciso dormir também




Cláudia Bloise